Ataque dos Clones talvez seja o ponto mais fora da curva de toda a saga. É um filme que transborda conceitos promissores, mas que parecem lutar contra a própria execução o tempo todo. De um lado, temos o ápice dos diálogos puramente explicativos - que atingem seu pico naquela famosa DR sobre o desgosto de Anakin pela areia. Nem o esforço de Natalie Portman e Ewan McGregor consegue dar naturalidade aos personagens. É um Lucas tentando transitar por terrenos onde ele claramente não se sente confortável: o drama romântico e a política de bastidor, que aqui soam mais como um fardo necessário para chegar ao próximo filme do que como uma história fluida.
Por outro lado, quando o filme decide ser uma aventura, ele entrega momentos icônicos que escalam tudo o que vimos no Episódio I. A investigação de Obi-Wan em Kamino e o confronto com Jango Fett trazem aquele frescor que a saga precisava. Mas é no terço final que o jogo vira: da grandiosidade da arena de Geonosis até a chegada triunfal de Christopher Lee como Conde Dooku, o ritmo finalmente engata. Ver Yoda desembainhar o sabre e lutar é aquele tipo de fan service que ou você ama ou odeia. No fim, é um filme serve como ponte: necessário, um pouco arrastado, mas que restaura o espetáculo visual que define Star Wars.
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