La piel que habito
A Pele Que Habito é um suspense psicológico lançado em 2011, que foi livremente inspirado no romance francês Mygale, de Thierry Jonquet. O longa-metragem desafia as fronteiras entre o drama familiar, a ficção científica, a ética e o terror de sobrevivência.
A trama acompanha o Dr. Robert Ledgard (Antonio Banderas), um eminente cirurgião plástico consumido pela obsessão de recriar a pele humana em laboratório. Sua motivação é tão profunda quanto traumática: anos antes, sua esposa sofreu queimaduras gravíssimas em um acidente de carro, evento que o levou a romper as barreiras da bioética. Em sua isolada mansão em Toledo, Robert conta com a cumplicidade de Marília (Marisa Paredes), a mulher que o criou, para manter um experimento clandestino. Ele aprisiona uma jovem, Vera Cruz (Elena Anaya), que se torna a cobaia perfeita para o desenvolvimento de uma pele ultra-resistente, transformando o corpo da prisioneira no palco de uma experiência macabra e transformadora.
O desenvolvimento de A Pele Que Habito levou cerca de uma década, partindo do impacto que o romance de Thierry Jonquet causou em Almodóvar. O diretor focou na "magnitude da vingança" do Dr. Ledgard para construir um roteiro que homenageia clássicos como Os Olhos Sem Rosto (1960) e o estilo de Fritz Lang. Com um orçamento de 10 milhões de euros, a produção marcou o reencontro histórico entre o cineasta e Antonio Banderas (A Máscara do Zorro, 1998) após 21 anos de hiato. As filmagens, realizadas em 2010, utilizaram locações em Santiago de Compostela, Madri e uma propriedade rural nos arredores de Toledo, criando a atmosfera de isolamento necessária para o experimento macabro.
Lançado no Festival de Cannes em 2011, o longa-metragem foi aclamado por sua "frieza clínica", uma ruptura com o melodrama passional típico do diretor. A crítica especializada, incluindo o The New York Times e o The Guardian, destacou a performance de Banderas — comparando sua presença à de Cary Grant sob a direção de Hitchcock - e a atuação de Elena Anaya, que venceu o Prêmio Goya de Melhor Atriz. Além de conquistar o BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, a obra consolidou seu legado ao longo dos anos; em 2024, o cineasta Quentin Tarantino (Pulp Fiction: Tempo de Violência, 1994) classificou o filme como um dos melhores do século XXI.
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