10 Filmes de Natal imperdíveis para assistir em dezembro

Em clima de festas, a equipe do Criticópolis recomenda seus filmes preferidos para ver na temporada da ceia e dos presentes

Filmes de natal

Ainda que filmes natalinos tenham sempre uma vibe de magia, “natal” é uma temática que se encaixa em muitos gêneros diferentes. E a equipe do Criticópolis vai ajudar você a diversificar o repertório na hora de escolher o filme perfeito para assistir e preparar o clima para as comemorações.

Escolhemos 10 produções entre comédias, animações, musicais e até filme de ação. Confira abaixo nossas sugestões e boas festas!


O Estranho Mundo de Jack (1993)

Produzido por Tim Burton e dirigido por Henry Selick, um dos melhores cineastas de stop-motion da indústria, esta é a história de quando o rei da cidade do Halloween fica tão fascinado pelo Natal que resolve sequestrar Papai Noel. O filme mistura aquele clima gótico e direção de arte surrealista, típicos de histórias de Tim Burton, com uma certa magia e inocência natalina.

Aliás, O Estranho Mundo de Jack é essencialmente o musical em animação mais sombrio da Disney. Na época, a empresa chegou a lançá-lo pelo seu selo Touchstone, para produções mais “maduras”, tremendo que a criançada achasse tudo muito assustador. Mesmo tendo sido esquecido pelo grande público após sua temporada no cinema, o filme se tornou um clássico cult com relançamentos nos anos 2000.

Disponível em: Disney+

Klaus (2019)

Um dos melhores originais Netflix, Klaus é uma animação 2D belíssima, feita pelo The SPA Studio (cocriador de Meu Malvado Favorito) e indicada ao Oscar de Melhor Filme Animado. Trata-se de uma história alternativa sobre a origem do natal, que começou com a amizade improvável entre um carteiro e um carpinteiro fabricante de brinquedos. 

Quando os dois planejam tornar uma vila remota e infeliz em um lugar melhor, eles acabam fazendo as tensões explodirem entre os aldeões. Mas este é um pequeno preço a ser pago para criar um legado de generosidade que vai mudar a vida miserável de todos — e inevitavelmente impactar o mundo inteiro.

Disponível em: Netflix

— Guilherme Dias


Esqueceram de Mim (1990)

A premissa é tão absurda quanto irresistível: uma criança deixada para trás pela própria família durante o Natal precisa defender sua casa de dois assaltantes usando uma sequência brilhante de traquinagens. É simples, direto e funciona, porque o roteiro abraça totalmente a fantasia infantil — aquele sonho de ter a casa inteira para si e poder fazer o que quiser.

E é justamente aí que o filme se torna especial. A química entre humor físico e imaginação infantil só dá certo porque Macaulay Culkin criança transborda carisma. Cada armadilha, cada expressão dele, cada interação com os “bandidos molhados” vira instantaneamente memorável. Mesmo décadas depois, Esqueceram de Mim segue encantador porque captura um tipo de nostalgia impossível de replicar: aquela mistura de caos, liberdade e espírito natalino que só existe nos anos 90.

Disponível em: Disney+

Tudo Bem no Natal Que Vem (2021)

Jorge é um sujeito que nunca teve muita paciência para o Natal, mas um acidente inusitado o coloca em um ciclo temporal bizarro: ele passa a acordar, ano após ano, sempre no dia 24 de dezembro, sem lembrar de nada do que viveu nos últimos meses. O resultado é uma mistura irresistível de Feitiço do Tempo com Click, em que o personagem vê sua vida avançar diante dos olhos sem ter controle sobre nada — justamente na época do ano que ele mais detesta.

Leandro Hassum encontra um equilíbrio raro entre humor e vulnerabilidade, entregando uma das performances mais completas da carreira. O filme brinca com clichês natalinos para dar tom a comédia, mas também usa o looping temporal para discutir algo que muita gente sente nessa época: a sensação de que o tempo atropela a gente, e que só percebemos isso quando já é tarde demais. Entre os filmes de Natal feitos no Brasil, esse é facilmente o meu favorito.

Disponível em: Netflix

— Rafael Simões


Duro de Matar (1988)

Dizer que “Duro de Matar é o melhor filme de Natal de todos os tempos” pode ter perdido a graça há pelo menos uma década, mas mesmo quem se cansou dessa piada/observação ainda tem que admitir que ele segue sendo um dos grandes clássicos do cinema de ação.

E o espírito natalino, seja ele sincero ou deturpado, é grande parte do charme que o filme mantém — sejam as músicas natalinas em sequências de ação e tensão, ou momentos e falas memoráveis como “I Have a Machine Gun Now. Ho-Ho-Ho”, pronunciada no tom perfeito por Alan Rickman como Hans Gruber.

Por isso, mesmo tanto anos mais tarde, eu sempre tento guardar um horário para assistir a essa jóia em 25 de dezembro.

Disponível em: Disney+

O Conto de Natal dos Muppets (1992)

Uma das melhores adaptações de Um Conto de Natal de todos os tempos, O Natal dos Muppets funciona principalmente porque ninguém está de brincadeira com essa comédia, especialmente Michael Caine como Ebeneezer Scrooge.

Ao tratar os bonecos com quem contracenou com o mesmo respeito e dedicação que atores humanos, Caine consegue elevar ainda mais o nível de produção do filme, que já conta com excelentes números musicais e o senso de humor irreverente que se espera do elenco dos Muppets.

Não só isso, vivendo em uma época em que computação gráfica é tão prevalente, é até revigorante ver uma produção cinematográfica com tantos efeitos e elementos práticos, com CGI sendo usado em apenas uma ou outra ocasião.

Para quem quer uma experiência engraçada e reconfortante para o Natal, não há muitas opções melhores por aí do que O Conto de Natal dos Muppets.

Disponível em: Disney+

— Victor Ferreira 


Um Herói de Brinquedo (1996)

Este filme virou aquele tipo de experiência curiosa na carreira do Arnold Schwarzenegger: o eterno brucutu dos filmes de ação, colocado no meio de uma comédia natalina cheia de caos, tropos e piadas físicas. O mais divertido é perceber como todos os elementos que definiram o Arnold, as frases de efeito, a presença intimidante e o carisma exagerado, continuam ali, mas reaparecem traduzidos para um filme infantil. Funciona, porque ele leva tudo a sério, mesmo quando o roteiro mergulha de cabeça no absurdo.

A parte natalina abraça todos os clichês possíveis: a corrida desesperada por um presente impossível de encontrar, a mensagem moral sobre família e a grande cena caótica de encerramento. Ainda assim, o filme funciona graças à dinâmica entre Schwarzenegger e Sinbad. Os dois transformam a disputa por um brinquedo em um duelo de egos hilário e totalmente desproporcional, fazendo com que a rivalidade seja muito mais interessante do que o arco do filho que quer ganhar o Turbo Man. 

Para quem cresceu nos anos 1990, Um Herói de Brinquedo carrega um peso enorme de nostalgia. É aquele filme que passava na TV todo dezembro e que parecia onipresente nas tardes de férias. Talvez por isso acabou se tornando um “clássico brasileiro de Natal”, até porque lá fora as críticas sempre pegaram pesado com a obra. E eu diria que é justamente por isso que ele segue sendo tão querido por aqui: pela memória afetiva, pela ingenuidade divertida e pela mistura de caos, Natal e Arnold que só poderia ter surgido naquela década.

Disponível em: Disney+, Netflix

Guardiões da Galáxia: Especial de Festas (2022)

Este especial chegou como um presente inesperado na filmografia de James Gunn. Veio também como um marco simbólico de seu retorno à Marvel depois da demissão turbulenta — e, mais que isso, num momento em que ele já se encaminhava para assumir a liderança da DC Studios. Talvez por isso, o especial natalino tenha essa energia quase de reencontro, na qual Gunn brinca com formatos, resgata o espírito mais travesso dos Guardiões e prova, de novo, como ninguém entende esse grupo de desajustados tão bem quanto ele.

O curta-metragem também funciona como um aperitivo para Guardiões da Galáxia Vol. 3, que seria lançado no ano seguinte. Mesmo leve e totalmente focado no clima natalino, ele semeia detalhes importantes sobre o que vem pela frente, desde a presença de novos personagens, como Cosmo, até o próprio status da equipe em Luganenhum. Nada disso pesa no roteiro, mas ajuda a criar aquela sensação de ponte narrativa, como se Gunn estivesse afinando os últimos instrumentos antes do grande show final.

Mas o coração do especial está mesmo nas relações humanas desse time. Peter Quill segue lidando com o luto por Gamora, e ver Drax e Mantis cruzando a galáxia (e quebrando algumas leis terráqueas no caminho) só para tentar dar um Natal feliz ao amigo é o tipo de gesto absurdo e carinhoso que define os Guardiões. É bobo, é caótico, é completamente desmedido e por isso mesmo tão natalino. No fim, o especial funciona como uma mistura de comédia natalina e carta de amor a essa família improvisada que aprendeu a salvar o mundo, mas também a cuidar uns dos outros.

Disponível em: Disney+


Noite Infeliz (2022)

Para quem não se emociona muito com o Natal, o filme Noite Infeliz é uma boa dica para assistir durante as festas de fim de ano. O longa-metragem é de ação e traz David Harbour como um Papai Noel indignado que as crianças estão cada dia mais materialistas, e isso o torna uma pessoa pronta para descer a porrada em quem merecer a qualquer momento.

O filme se desenrola quando ele vai entregar presentes na casa de milionários, onde se depara com os membros de uma família sendo mantidos reféns por mercenários. Então, ele usa toda a raiva reprimida dentro dele para tentar salvar aquelas pessoas, principalmente porque crianças estão entre as vítimas.

Noite Infeliz é um filme de 2022 e, na época, circularam rumores de que ele teria uma continuação. Um bom tempo se passou, mas a sequência realmente vai acontecer — por enquanto marcada para dezembro de 2026. 

Disponível para aluguel em: Prime Video, Apple TV, YouTube

Dash & Lily (2020)

Quebrando um pouco a regra da lista, eu vou recomendar uma série. Dash & Lily, baseada em uma saga de livros de mesmo nome, traz uma história bem divertida de Natal, apesar de trazer todos aqueles clichês. Ela tem apenas uma temporada, talvez pela temática natalina, mas tinha muito potencial para continuar.

A trama conta a história de dois adolescentes desconhecidos de Nova York que trocam bilhetes e desafios em um caderno vermelho, e isso acontece por toda a cidade, antes mesmo de se conhecerem pessoalmente. A aproximação deles é tamanha que os mais românticos se pegam torcendo para que eles se tornem um casal o quanto antes.

Dash & Lily foi muito bem avaliada pela crítica e pelos assinantes da Netflix, então é uma boa dica de maratona para conferir neste Natal. Ela tem oito episódios e é bem fácil de assistir, perfeita para embalar a folga de fim de ano.

Disponível em: Netflix

— Natalie Rosa


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Rafael Simões

Autor em Criticopolis

Guilherme Dias

Cuida da direção de conteúdo do Criticópolis, elaborando estratégias e gerindo processos editoriais, mas também escrevendo, gravando e contando sobre as coisas legais que joga e assiste. Jornalista especializado em entretenimento e tecnologia desde 2014, mora em São Paulo com sua doguinha Ciri.

Natalie Rosa

Jornalista e redatora há mais de uma década, ao longo dessa jornada descobriu a paixão pelo entretenimento. Com passagens por grandes veículos como Canaltech e Tecmundo, está sempre em busca de novas aventuras na escrita e produção de conteúdo para a internet. Se não está no sofá maratonando uma série, pode ser encontrada no cinema ou show mais próximo!

Victor Ferreira

Jornalista, roteirista e ator/dublador nas horas vagas. Cobre videogames e o mundo da cultura pop desde 2013, e seria esquisito parar agora.