Popularizado ainda mais nas redes sociais, o termo “spoiler” é bastante usado quando aquele seriado lança um episódio bastante esperado ou ainda quando um filme de uma franquia aclamada chega aos cinemas.
Enquanto algumas pessoas não ligam para spoilers e até acham interessante saber sobre eles, outras não gostam de jeito nenhum e fogem deles o máximo que conseguem. Eles podem ser leves ou intensos e capazes de prejudicar a experiência de assistir a um filme ou uma série.
Acabando com a surpresa
O termo spoiler vem do verbo em inglês “spoil”, que literalmente significa “estragar”, “prejudicar”, “mimar” ou “arruinar”. A palavra é usada para qualificar uma informação que pode prejudicar a experiência de assistir a um filme ou série, ou até de jogar jogos de videogame, contando algo relevante sobre a história.
Suponhamos que o último episódio da série preferida do momento seja lançado às 23h de um domingo e muitas pessoas só possam assistir no dia seguinte. Se você o assistiu na estreia e for imediatamente para as redes sociais contar o que aconteceu nele, você está dando um spoiler.

Essas informações que atrapalham a experiência geralmente estão ligadas especialmente a surpresas ou grandes viradas na trama (os chamados “plot twists”). Um spoiler geralmente inclui personagens que morrem, decisões importantes tomadas por um protagonista ou a revelação inesperada de que um personagem é um vilão. Os exemplos são diversos, mas em muitos casos ainda cabe a quem está ouvindo ou lendo a informação decidir se é ou não um spoiler.
De onde veio a expressão “spoiler”?
Pode até parecer, mas o termo não é tão recente assim. Antes dos anos 1970, a palavra era usada quando alguém atrapalhava alguma situação ou ainda uma chance de fazer alguma coisa. Mas nessa mesma década, uma revista estadunidense de humor chamada National Lampoon criou uma seção “Spoilers”, na edição de abril de 1971, com uma proposta diferente.
Era lá que, propositalmente, o autor Doug Kenney contava o final de vários produtos clássicos do entretenimento, desde Psicose, longa-metragem de Alfred Hitchcock, até publicações de Agatha Christie. Ele dizia que isso era uma forma de prestar um serviço público, já que assim muitas pessoas economizariam dinheiro em vez de ir aos cinemas ou comprar livros.

Somente no final daquela década a expressão começou a ganhar mais força do que nunca, sendo usada principalmente entre os fãs de ficção científica em discussões sobre Star Trek, por exemplo. A implementação do termo só cresceu e, nos dias atuais, já é uma palavra comum no universo da cultura pop.
Poder, pode, mas é de bom tom?
É importante dizer que não existe uma regra oficial sobre spoilers, tampouco um consenso geral. Existem alguns casos, inclusive, que eles até podem ser aceitos. Se as obras em questão são muito antigas, por exemplo, existe um senso comum de que qualquer informação muito reveladora não seja mais um spoiler.
Há também aquelas pessoas que preferem saber de tudo sobre o que vão assistir porque, realmente, não ligam, ou acham interessante começar a consumir algo sabendo de muitos detalhes. Mesmo assim, é sempre importante perguntar se a pessoa quer receber o spoiler. No caso de vídeos no YouTube, textos em sites ou publicações nas redes sociais é sempre importante alertar os seguidores de que a informação a seguir terá spoilers.

Antes de conferir uma crítica sobre um filme ou série que você ainda não viu, seja em forma de podcast, vídeo no YouTube ou texto em um site, vale considerar que críticos já viram essas produções e têm muito a falar sobre elas. Logo, as informações que foram ditas em meio às opiniões vieram de um conhecimento que vai além de ler a sinopse e assistir ao trailer.
De fato, há muitas divergências sobre o que realmente caracteriza um spoiler e o que é apenas uma informação importante. Por isso, alertamos mais uma vez: um aviso antes de divulgar qualquer detalhe sobre uma série ou um filme é sempre de bom tom!
Qual é o impacto do spoiler em uma experiência?
De forma superficial, a única consequência que ele pode trazer é estragar uma novidade. Mas se mergulharmos mais a fundo no tema, o ato de “pegar um spoiler” pode interferir de maneira mais profunda em como absorvemos a história, diminuindo consideravelmente o efeito surpresa que uma trama é capaz de causar.
Grandes reviravoltas e situações inesperadas podem provocar sensações de catarse nos fãs, principalmente se falamos de produções cinematográficas gigantescas. Então, quando se “pega” um spoiler, o apelo de ir ao cinema, investir tempo na série ou finalizar um jogo acaba perdendo a força e causando menos daquela sensação prazerosa de se chocar e emocionar.

No espectador, o spoiler pode causar sentimentos de frustração, tristeza e até decepção. Criativamente, a trama pode ficar mais desinteressante. Comercialmente, ele pode gerar menos interesse na obra.
Você provavelmente já apreciou ainda mais um enredo porque foi pego de surpresa por acontecimentos imprevisíveis na trama. O impacto emocional da narrativa é algo que pode fazer uma grande diferença para um espectador e, para demonstrar empatia e não ser “sem noção”, é importante não roubar a chance do outro de também viver essa experiência.
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Fontes: NPR, StudioBinder